domingo, 29 de novembro de 2009

Conversa de Psicólogo

Ela me disse que eu pensava demais no que as outras pessoas iriam pensar. Minhas atitudes, nos últimos tempos, estariam fundadas não em convicções minhas, mas num medo silencioso em agir de forma a não magoar ninguém ou a não criarem falsas interpretações em cima do que eu faço. Oportunidades aparecem e desaparecem como arco-íris: uma hora, podem estar ali; outras, não. Ou você as agarra de uma vez. Ou as deixa ir embora. Se me sinto confortável em um determinado estado de ser, eu devo permanecer assim sem me abster do sinto, em virtude de receios interiores sobre o exterior. “Seja feliz, menina! O seu coração vai lhe dizer qual a melhor forma”... E o coração não pode tomar decisões tardias.

Começo a achar que Ela tinha razão... Preocupava-me demais com o que “os outros” iriam pensar, quando não são eles que vivem por mim. Eu sou a única responsável pelos atos que cometi, que faço e que pretendo consolidar. Única.

Sara Albuquerque.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Do meu jeito

Fique esperto. Sou assim mesmo... Podem dizer que é diferente, que é estranho. Guardo esta coisa que chamam de “coração” dentro de um peito repleto de feridas, que ainda não sararam. Já tentaram me tirar desta solidão a que me condeno. Existem pessoas boas no mundo: aquelas que ajudam, mesmo sem pedir nada em troca, esperando apenas um sorriso mais forte da minha parte. Eu sempre tento demonstrar meus dentes, mas nem sempre eles correspondem ao que meu interior vivencia. Preciso me dar uma chance, eu sei disso. No entanto, sei que esta efetividade de atos precisa partir de mim. Tenho ideias, guardo sonhos e construo planos... Sou tão igual a qualquer ser humano otimista. Só preciso de um pouco de mim; de um encontro sincero comigo, de tal forma que eu aprenda a administrar o que realmente quero para o meu futuro e o que não pretendo recordar do passado.


Desencontrar-me foi a atitude mais malvada que eu cometi. Agora, tento juntar os cacos da sonhadora que ainda resta em mim. E ela vai voltar a existir (juro que vai!), mesmo que colada em pedaços de papel machê.


Sara Albuquerque.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Insight de Sanidade

Quando você completa 19 anos, nem todas as coisas mudam. Por algum motivo que eu nem lembro (talvez, tenha sido freqüentar os lugares sozinha ou sentir-me responsável por mim mesma), eu queria chegar à idade em que eu fosse vista pela sociedade como “de maior”. Um ano depois, olho para trás e percebo um passado não tão diferente do que outros anos avulsos. É certo que, agora, posso me candidatar à vereadora... Mas não foi isto que eu sempre quis.


À medida que o tempo percorre, noto que o corpo fica mais frágil, as rugas começam a aparecer, os pés estão cheios de rachaduras. Não sou uma adolescente complexada, preocupada em esconder os apetrechos que a vida nos acrescenta, ao longo dos anos; mas confesso que, por escrever e eternizar percepções, torno-me um pouco mais sensível às transformações visuais que constato. Acho importante visualizar tanto a capa de proteção, que é corpo, como a alma que carregamos dentro de nós.


Importante não para desenterrarmos o medo em nossas ações de um tempo que não para, mas para nos permitir um autoconhecimento. Noto que as minhas vaidades se tornaram outras, meus princípios se ampliaram, minha voz é mais segura em determinadas situações e até meus passos são mais seletivos em relação aos lugares que costumam andar.


O que mudou, de verdade, foram os meus objetivos. Aniversários sempre me fazem pensar em projetos, em consolidação de sonhos e em romances à flor da pele. Ando planejando grandes metas para este próximo ano, que só faz alguns dias que começou. Quero completar duas décadas com a sensação de que fiz o suficiente por mim e pelos outros. E isto para mim não é uma questão de cobrança; é apenas combustível para o meu futuro.


Sara Albuquerque.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Em claro

Estou acometida por uma preguiça sem tamanho... Não consigo vê-la, apenas sinto-a acocorada em meus ombros. Queria produzir mais neste tempo ruim. Chove, chove, chove e minha plantação vai indo embora. Bem que o Professor disse que eu deveria ter obedecido as curvas de nível. Que...!


Agora, fico aqui: sem nenhuma idéia nova, sem pensamentos produtivos, cheia de afazeres e isenta de vontade de iniciá-los. Nem em dormir, eu estou tendo vitórias. Meus sonos andam esquisitos, sonhos pesados e tristes. Rolo, embolo, viro o travesseiro: nada.


Vou deixar a luminária acesa... É! Só por hoje vou esquecer-me deste instinto de não gastar energia. Quem sabe eu consiga enxergar melhor desta forma e perceba que eu posso me deixar encontrar, já que me sinto tão perdida.


Sara Albuquerque.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

DESNUDAS INVENÇÕES

Uma invenção que pode dar certo:

http://desnudasinvencoes.blogspot.com/

Sara Albuquerque.

sábado, 31 de outubro de 2009

F's

“Nem sempre o mundo pára e espera, que você se ponha no colo...” (Pe.Fábio de Melo)


Fragilidade é a sensibilidade aguda com a qual você enfrenta o mundo.

Fraqueza é a falta de postura, diante do que você não tem coragem de encarar.

São EFES bem distintos... Num mesmo lugar no alfabeto.

Não havendo maiores escolhas, meu conselho é que você deveria preferir ser Frágil.

Aprende mais aquele que manteve a cabeça erguida diante dos problemas do que aquele que optou por desistir.


Sara Albuquerque.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Em silêncio

“Foram os momentos mais bonitos que vivi.”


Não existe melhor frase para resumir o meu último ano, mesmo que sendo impossível abrangê-lo em algumas palavras. Resumos nunca são suficientes; gosto de materiais completos. Mas, por força que tal sentença conste em minhas verdades, vou subestimá-la aos meus anseios de desabafos por hoje.


Quando não se tem raiva, rancor, remorso, culpa; esquecer algumas lembranças torna-se mais difícil. Sempre nos apegamos a quem ou a o quê nos faz felizes. Se nossas escolhas nos mostram que o melhor a fazer é percorrermos caminhos diferentes daqueles que nos amam e nos fazem “acreditar em sonhos”, é complicado deixá-los para trás, mesmo sendo o mais prudente.


Buscamos nos desviar do egoísmo natural que muitas acreditam e pensar nos outros. O outro é sempre o motivo de nossas principais críticas a nós mesmos, porque estendemos a ele uma expectativa saborosa de nos manter firme. Queremos o apoio, o abraço, o carinho, os telefonemas e não pensamos nas conseqüências que estas simbologias podem significar. Um desejo pode levar às respostas. Uma inação pode levar a resultados drásticos.


Entendo minha condução atual, minha condição de motorista sem ônibus. Serei uma espécie de animago (segundo J.K.Rowling) bem milimétrico, que não faz barulho, que não deseja maldades, que não espalha segredos. Quero apenas poder vê-lo crescer, lutar, vencer, amar... Estar por perto, mesmo que em silêncio.


Minha preocupação é maior que qualquer espécie de orgulho, ansiedade, ciúmes. Prometo não machucar... Eu nunca quero magoar ninguém. Às vezes, magôo e não sei como agir, diante dos meus erros de cálculos. E basta a matemática renal de cálculos! Quero vida suficiente para fazer as incógnitas descobertas valerem à pena. Aprendi muito durante este tempo e, sem dúvida, ensinamentos duram eternamente. Outras vidas, quem sabe.


Sara Albuquerque.

domingo, 18 de outubro de 2009

Auto-Terapia

O algodão que tem dentro do depósito pequenino na prateleira do banheiro do meu quarto não é doce. Tem coisas em que não é preciso que os outros lhe digam, para que você saiba como elas são. Elas simplesmente são assim e pronto. Ponto. Putz.


Enquanto o tempo permite que você tente fazer com que a roda-gigante alcance uma maior altura, que conserves o calor mais forte do café, mesmo horas depois de ter saído do bule, seu corpo pede descanso. A mente ainda trabalha; tem pesadelos e instiga os isolados pensamentos pessimistas. Quando os afazeres não são suficientes, para lhe fazerem esquecer-se dos medos implícitos nas atitudes tão bem preparadas; quando uma lembrança ruim ou quaisquer outros sentimentos te fazem produzir uma maior quantidade de suco gástrico, é sinal que você precisa de ajuda.


Não é feio, não é bobo, não é fraco reconhecer que não está bem consigo mesmo. E eu já estava procurando caminhos e as demais formas possíveis de cano de escapes, só que meu corpo falou primeiro que meus planejamentos. Talvez, eu deva mais agir do que planejar. Quem sabe assim eu possa responder por mim e impedir que estas agulhas, soros e hematomas gritem que eu guardo problemas aqui dentro.


Já estou à beira dos dezenove anos e isto indica que já sou absolutamente capaz de resolver sozinha as minhas pequenas, grandes dificuldades. E se, para ficar bem, eu tiver que novamente expor o que não escrevo, o que não falo, o que não cabem em nenhuma das entrelinhas deste blogue, de agendas cotidianas, de folhas de caderno... Eu o farei com palavras faladas para as pessoas “certas” com ouvidos preparados. Vai ser preciso muita calma e carinho, para compreender um coração com disritmia, que só tenta bater como se fosse um mundo, na maior porcentagem das horas.


Sara Albuquerque.

domingo, 4 de outubro de 2009

Outras

Ganhei meus primeiros livros aos dois anos... Exagero do meu pai, eu sei! Acho que por ser fascinado por este mundo de leitura, o desejo que ele tinha era transmitir essa paixão para mim. Tenho que confessar: ele conseguiu. Contam os vizinhos mais antigos que eu costumava pegar um livro qualquer e inventava estórias. À medida que as páginas passavam, eu avistava os desenhos e, com base neles, deixava que minha imaginação falasse por mim. É engraçado! Mesmo depois de tanto tempo, eu tenho uma vaga lembrança das caixinhas de papelão repleta de contos de fadas que um dia foram descobertos, quando eu aprendi realmente a ler. Hoje, este outro mundo, que descubro enquanto leio cada palavrinha dos livros (ficção são os meus favoritos!), leva-me junto com ele em suas viagens mais longínquas. É um meio de transporte seguro, um jeito de sair daqui deste espaço. Posso ser Aurélia, Maria, Bella, Pollyana. E você pode ser Fernando, Paulo, Edward, Langdon. Tudo pode ser num outro lugar, numa outra época, de outra maneira. Você pode esquecer um pouco de seus problemas e de suas ocupações, nem que seja só por duas horas... Assim: num piscar de olhos, num engolir de letras.


Sara Albuquerque.


terça-feira, 29 de setembro de 2009

Minhas Verdades

Deve ser raro entrar numa rodinha de conversa entre mulheres e encontrá-las discutindo sobre o último lance do atacante do jogo de ontem ou sobre a marca mais nova de carro importado, que surgiu no mercado. Seria uma surpresa para alguns. Não tão surpreendente é ouvi-las conversando sobre amor. Sim! As mulheres se atrevem a falar sobre este sentimento tão profundo, independente de com quem estejam. Cada uma dá o seu pitaco e, se a mulher for bruta: fique com suas críticas para si mesmo, caso tenha uma opinião diversa!


Eu mesma já formulei minhas teorias sobre o Amor, baseadas nas poucas experiências que tive com este sentimento. Não falo de paixonites passageiras, que duram por tempo determinado de um mês e, depois, desaparecem como se nunca tivessem existido. Falo desta “crise vocêntrica de carinho ao extremo” que surge por uma pessoa, quando muitas vezes ela nem exprime tanta importância por você. Relevância a que me refiro não é a contrária a desprezo, mas aquela mesma afeição pelos detalhes que te caracterizam e te transformam em alguém tão diferente dos outros. Infelizmente, costumo dizer que não temos um botãozinho de liga/desliga, onde somos os responsáveis pelo nascimento do que sentimos. Em virtude disso, muitos amores não foram recíprocos.


Contudo, correspondidos ou não, arrisco-me a dizer que amei e amo. Utilizar o verbo no passado faria da consideração que tenho por este sentimento algo falho e efêmero. Acredito que amor (amor de verdade!) não morre. Ele pode até se transformar em algo mais silencioso em expressões que não são vistas externamente, em uma preocupação superficial quanto ao bem estar do outro; mas não acaba.


Eu acho engraçado as pessoas que dizem que deixaram de amar, porque sofreram algumas decepções; falam que o sentimento foi se abolindo aos poucos, com o passar do tempo. Particularmente, não consigo entender. Como pode alguém dizer que “ama alguém mais do que tudo no mundo” e, noutro dia, chamá-la por nomes desrespeitosos, desconfiar de sua personalidade ou não dirigir mais nenhuma palavra a esta pessoa? Isso pode ter quaisquer outros nomes, mas definitivamente não é “amor”. Pelo menos, eu não o conheço desta forma.


Sempre que exponho minha Teoria, alguns me contestam sobre sofrimento com relacionamentos, como se quisessem fazer com que eu me contradissesse no lema que eu demorei tanto para formar. Eu não sofri por amor; mas talvez já tenha colocado expectativas no “amor” das pessoas que, quando elas não eram alcançadas, deixavam-me cabisbaixa. Claro: não existe amor de mais ou de menos. Ou se ama ou não. O que existe são sentimentos que se confundem com amor e, aí, o medo, a submissão, o orgulho, o ciúme se entrelaçam num caminho que só faz o nosso coração ficar feio.


Eu demoro muito para amar alguém... Muito! Mas, quando passo a amá-lo, é para sempre; mesmo que nunca mais nos vejamos, nunca mais troquemos palavras simples. E eu não vou duvidar, desejar maldades, ficar triste com os seus progressos; no fundo, uma alegria vai nascer dentro de mim. Se eu disse que “amo você”, acredite: você é mesmo muito especial para mim e isso não vai mudar.


Quem sabe, num futuro distante, eu modifique minhas idéias e passe a crer num amor de existência baseada em fases de um relacionamento... Mas, por enquanto, eu penso num sentimento imortal, que vou levar comigo aqui dentro por toda adolescência, por toda a juventude, pela vida inteira.


Sara Albuquerque.


domingo, 27 de setembro de 2009

Ultimatos

Tem gente que tem dor de cabeça, tontura ou quaisquer outros sintomas ruins, quando sentem o cheirinho de tinta. Não me perguntem por que motivo, mas eu adoro! Quando eu era menor, minha mãe costumava todo o final de ano mandar repintar a casa com cal viva. Era um processo esplêndido: logo, logo, o cheirinho de “novo” ia sumindo e dava lugar às paredes brancas revigoradas. Nunca mais fizemos isso novamente. Os muros estão amarelados, guardando um pouco da infiltração da chuva por entre os espaços; rachaduras se alargaram; marcas ficaram pregadas. Com o passar do tempo, começamos a nos despreocupar com o que ainda mantém a casa em pé. Era tão bonito ver tudo revitalizado; era gostoso e até mais apresentável. Depois... Esquecemos. Por que precisamos que as paredes ameacem cair, para que tomemos alguma atitude?


Sara Albuquerque.



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Paciência sem Cartas

Palavras não são apenas palavras, quando carregadas de sinceridade; pois se são realmente sinceras: trazem consigo atitudes que as demonstrem. Não adianta dizer que ama, se não há atenção, consolo, carinho, cooperação, torcida organizada para que o outro vença em seus desafios. De nada vale dizer que não tem medo e não enfrentar o escuro da noite, quando as lâmpadas se apagam. Em nada soma dizer que esqueceu o vício e revê-lo às escondidas.


Posso ter falhado em muitos momentos em minha vida, mas de atitudes simples eu me orgulho: nunca deixei de ser sincera com os que estavam ao meu redor. Eu já escondi sentimentos e ações de pessoas que eu amava muito, por acreditar que certas palavras não deveriam ser faladas em determinadas horas. Errei. Mas, quando resolvi expor a verdade, percebi que sempre há um modo de se redimir com quem nos quer tão bem. Fico feliz por não ter mentido. Por, no fim, ter sido verdadeira comigo mesma.


O tempo vai deixando pegadas em nossa casa, sobe as paredes, brinca de esconde-esconde e me segue, não me deixando mais esconder nenhuma vírgula de sentimento a ninguém. Sendo assim, eu, às vezes, deixo pessoas tristes. Outras vezes, sou dura com a pessoa que eu sou. Mas é com sinceridade que me conheço, que me busco, que me percebo tão mais madura (mesmo ainda sendo tão verde). São com palavras e atitudes na garupa.


É melhor sempre, sempre, sempre dizer a verdade e ter a consciência dos seus próprios atos. Ruim mesmo é descobrir mentiras... Estas ficam para sempre, cavam uma marcazinha dentro do coração; porque nunca, nunca, nunca mais poderão ser discutidas, por não poderem ser justificadas. Nunca.


Sara Albuquerque.


Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma. Até quando o corpo pede um pouco mais de alma... A vida não pára.

Enquanto o tempo acelera e pede pressa. Eu me recuso, faço hora, vou na valsa... A vida é tão rara.

Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal. Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando, cada vez mais veloz. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós um pouco mais de paciência...


Será que é tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber? A vida é tão rara.
Tão rara...

A vida não pára não...


(Paciência – Lenine)

domingo, 20 de setembro de 2009

Pegadas na Lua

A parte que me cabe nesse peito seu, novamente, vai se lembrar... Sua boca era silêncio. A terra queria girar.

A parte que me cabe no teu sonho ateu, novamente, quer acreditar em universos infinitos, sem nenhuma luz pra te cegar.

A parte que me cabe nesse peito seu, novamente, vai respirar em lugares abafados, onde ninguém vai passar.

A parte que me cabe nesse espelho seu, novamente, vai desejar o que parece inatingível, mas faz o mundo melhorar.


Eu sou uma força
Jorrando palavras
Pelos canos de vitrines e ruas
Por onde você vai trafegar.


Eu sou essa força
Abrindo suas gavetas
Tirando palavras que podem
Até te contar...


Eu tenho uma força
Que deixa pegadas na lua
Na esquina por onde
Você também vai levitar.


(Skank – Pegadas na Lua).


Cosmotron” é um dos Cds do Skank que mais aprecio escutar. Gosto do Rock/Pop nacional. Estou com saudades de shows neste estilo: o solo das guitarras ao fundo, a batida nos pratos da bateria, o jogo de luzes marcantes. Tenho que agendar um pequeno espaço no meu tempo numa sexta-feira à noite, para visitar os lugares de Maceió que ainda cultivam a boa música do Rock nacional.


Ainda me lembro, quando perdi todos os meus arquivos do computador, em virtude de um vírus (e é claro, ninguém sabe de onde veio o vírus, porque se 10 pessoas usam o notebook, nenhuma das 10 sabem da procedência do mesmo!). Foram-se embora, sem nem se despedirem, Capital Inicial, Legião Urbana, Los Hermanos, Pato Fu... E, agora, recorro à internet sempre que desejo escutar e re-escutar este tipo de música.


Hoje, foi a música “Pegadas na Lua” que me chamou atenção. Gosto dela e fazia tempo que não a ouvia. Daí, vim aqui deixar pegadas, como quem jorra palavras e pensa que escreve mesmo na Lua.


Sara Albuquerque.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Soluços

Não sei o que estou sentindo. O problema é que, à medida que o tempo passa, este não conhecimento se converte em lágrimas, retidas em minhas pálpebras inferiores, para que minha mãe não as veja. Derramo-as pelo semblante, assim que não enxergo a Chefe da Casa ao alcance. Ela é muito preocupada com a minha sensibilidade em excesso e eu não quero amedrontá-la com algo que eu nem sei do que se trata. E não se pense que é desassossego bobo: conheço a mãe que tenho e, principalmente, a sessão psicológica que se instauraria comigo por segundos a fio.


Apenas quero chorar. Talvez, seja isso. Deve ser como qualquer outro desejo que tenho durante a semana, como cantar em ônibus, conhecer pessoas, descobrir novas palavras. Ou quem sabe seja só uma TPM básica e comum, que me deixa sem muitas alternativas em como expor a estressante (mas importante!) missão interior de todos os meses.


Choro. E me sinto melhor. Lembro que estou viva. Mesmo que as pessoas me esqueçam, eu ainda existo. Ninguém morre, quando se permite ficar vivo. E, nesse meu jeito silencioso, quero mostrar que ainda estou aqui. Ainda me magôo, fico triste, tento fingir que não escuto sentenças duras. Ou não vejo.


Ainda não arranjei uma fórmula de ser a “Menina-sorriso” durante as 24 horas do dia. Chega um momento que o meu sentimento aflora e Eu apareço.

Daí... Eu choro.


Sara Albuquerque.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Lar dos Escrivólatras [3]

Postagens no Lar dos Escrivólatras:

Pazes com o Relógio

Experiência.

Beijinhos.

Sara Albuquerque.
 
Fábrica de Palavras. Design by Exotic Mommie. Illustraion By DaPino